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Campanha Bem Querer Mulher tem apoio dos globais

A violência contra mulher assumiu no País gravidade e dimensão inaceitáveis, atraindo a atenção dos globais. Helena Ranaldi e Patricia Pillar se tornam madrinhas da campanha Bem Querer Mulher, primeira iniciativa no País para mobilização da sociedade e captação de recursos para o Fundo Nacional da Não-violência à Mulher. Com apoio especial da Rede Globo e todos grandes veículos da mídia impressa nacional e de diferentes rádios, a campanha vai ao ar em agosto de 2005.
Cristiane Torloni também já aderiu à campanha.


Sobre a causa:

Violência contra mulher é um fenômeno universal que atinge indistintamente mulheres de todas as classes sociais, etnias, religiões e culturas e, produz conseqüências emocionais devastadoras, muitas vezes irreparáveis, além de impactos graves sobre a saúde sexual e reprodutiva da mulher. No Brasil, a cada 15 segundos uma mulher é agredida em seu próprio lar, sendo que 70% dos incidentes acontecem dentro de casa. Atualmente, 23% das mulheres brasileiras estão sujeitas a este tipo de violência, e segundo a Sociedade Mundial de Vitimologia, o Brasil é o país que mais sofre com este tipo de violência, uma questão social que exige forte mobilização da sociedade. (www.violenciamulher.org.br)

Sobre o Fundo Nacional para a Não-Violência à Mulher:

O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) lançou o primeiro Fundo Nacional para a Não-Violência À Mulher, no dia 25 de novembro de 2004 pela diretora do Unifem, Ana Falu. A iniciativa tem como objetivo criar um mecanismo para que a sociedade possa contribuir de maneira mais organizada, eficiente e com resultados mensurados para uma causa hoje considerada da maior gravidade em nosso País.

O Fundo é a primeira iniciativa de captação de recursos no País que vai subsidiar a implementação de programas e projetos de prevenção e combate a esse crime. “Apesar da dimensão da violência contra a mulher, o apoio da sociedade civil à causa ainda é disperso e pontual, limitando o próprio retorno que esse investimento propicia para a sociedade e para aqueles que contribuem”, afirma Ana Falu.

Segundo a diretora do Unifem, o Fundo vai ser o interlocutor entre os recursos arrecadados e os projetos relacionados ao tema. O Fundo será administrado pelo Unifem Brasil, junto a um conselho de especialistas, dentre eles a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. O Fundo vai financiar programas diversos, tais como:

- Promoção, apoio e disseminação de pesquisas e informações sobre o tema;
- Apoio ao aperfeiçoamento técnico de serviços especializados no atendimento às mulheres vítimas de violência;
- Apoio a projetos inovadores de combate à violência contra a mulher, que utilizem métodos e técnicas não-convencionais (recursos audiovisuais, teatro, música e artes, inclusive nos locais de trabalho;
- Capacitação de quadros de delegacias, hospitais e juizados para o adequado atendimento e encaminhamento dos casos ocorridos;
- Produção de material impresso e audiovisual que apóie o trabalho de atendimento às vítimas realizado por instituições não-governamentais.

Contribuições - O Unifem espera arrecadar recursos por meio da venda de produtos e peças de vestuário com a marca Bem Querer Mulher, sensibilizando as empresas a apoiar uma causa que encara a violência baseada no gênero como uma violação dos direitos humanos das mulheres. Para a diretora do Unifem, as grandes corporações estão bastante atentas para a questão da responsabilidade social e apoiar esta causa só valoriza os esforços das empresas no sentido de minimizar os danos sociais e econômicos provocados pela violência contra a mulher. “Pesquisas qualitativas mostram que o assunto possui forte apelo junto ao público feminino de todas as classes sociais e regiões do país. E ao se associar à campanha, a empresa certamente vai ganhar mais respeito e afinidade do consumidor com a sua marca”, afirma.
As empresas poderão contribuir para o Fundo ao adquirir o licenciamento da marca “Bem Querer Mulher”, criada especialmente para a campanha de divulgação do Fundo. Mediante uma contribuição fixa mensal ou percentual das vendas, a empresa adquire o direito de divulgar o seu apoio à causa estampando a marca “Bem Querer Mulher” nas embalagens de seus produtos e nas suas peças de comunicação. As pessoas poderão contribuir comprando produtos e camisetas com a marca da campanha. A expectativa é arrecadar cinco milhões de reais nos primeiros cinco anos. Outras formas de parceria serão analisadas caso a caso, como criação de produtos específicos para contribuição com a campanha.

Campanha publicitária – Para levar o tema sobre violência contra a mulher ao conhecimento público e estimular a sociedade a contribuir com a causa, o Unifem vai veicular a partir de agosto uma campanha publicitária em todas as rádios, jornais, revistas e com apoio especial da Rede Globo. Batizada de “Bem Querer Mulher”, a campanha surgiu como uma iniciativa do Unifem, em associação com a Full Jazz Comunidade, agência especializada em questões sociais. Os roteiros foram criados em parceria com a agência Giacometti.

Sobre a marca Bem Querer Mulher

Criada especialmente pelo consagrado designer e artista plástico paulistano Guto Lacaz, a logomarca traz a composição de um conjunto de arcos, sugerindo a vibração e propagação da consciência em torno do “Bem Querer Mulher”. A cor lilás completa a marca, trazendo características positivas e referências femininas, como delicadeza, elegância e leveza. Também foi criado um site www.bemquerermulher.com.br, no qual o internauta poderá obter mais dados sobre a campanha e referências sobre o assunto.

Sobre o Unifem - Criado por resolução da Assembléia Geral das Nações Unidas em 1976 em resposta à reivindicação das organizações de mulheres presentes na primeira Conferência Mundial das Nações Unidas sobre a Mulher, realizada na Cidade do México, em 1975 –, o UNIFEM é uma organização autônoma que trabalha em associação com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e tem como missão promover os meios que possibilitem às mulheres participação política, segurança econômica e social e proteção de seus direitos humanos.
Seus recursos provêm de contribuições voluntárias dos estados membros, patrocínios, doações e parcerias com a iniciativa privada. O trabalho do UNIFEM é fiscalizado por um Comitê Consultivo, composto por cinco representantes dos estados membros das Nações Unidas, que vão se alternando em suas funções.

O trabalho do Unifem se concentra em três áreas temáticas:
1. promover os direitos e a capacitação econômica da mulher;
2. incorporar a questão de gênero às políticas públicas e à questão da liderança;
3. promover os direitos humanos da mulher e eliminar a violência contra ela.


O Unifem-Brasil foi inaugurado em 1992, localiza-se em Brasília (DF) e é responsável pelos programas desenvolvidos no Cone Sul, que inclui Argentina, Chile, Paraguai e Uruguai.
Para mais detalhes sobre o UNIFEM, acesse www.undp.org.br/unifem

Informações para a imprensa:
João Francisco de Carvalho Pinto Santos
joaofrancisco@thekey.com.br
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Patrícia Mariani
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Tel.: 11 8203-2136