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Eleições não afetarão o mercado publicitário, afirma presidente da Full Jazz

O bom desempenho do setor publicitário no primeiro trimestre de 2006 sinaliza um ano bastante positivo para o mercado da propaganda. Esta é a análise da presidente da agência Full Jazz de Comunicação, Christina Carvalho Pinto, que tomou posse na última sexta-feira (24/03) no cargo de membro do Conselho Administrativo da Câmara Americana de Comércio (Amcham).

“Geralmente os anos eleitorais costumam ser fracos para o setor publicitário. No entanto, o primeiro trimestre surpreendeu positivamente e o setor tem tido bom desempenho. Se continuar assim, teremos um ano bastante positivo”, afirmou.

Segundo a executiva, este quadro se deve ao fato de o resultado das eleições ser indiferente à indústria de bens e serviços, que não vê riscos internos que impeçam os investimentos de curto e médio prazo.

Para Christina Carvalho, o problema é o baixo crescimento do PIB, que impede um aumento do poder de compra do brasileiro. “Não podemos continuar mantendo um crescimento tão baixo. Isso certamente influi na oferta de emprego e no poder aquisitivo do consumidor, hoje maciçamente atrelado ao crédito consignado. A inadimplência cresceu em fevereiro e a sociedade brasileira clama por novas frentes de emprego e condições de crescimento”, afirma.

Responsabilidade Social

Questionada sobre responsabilidade social nas empresas, Christina Carvalho explica que o tema tem influenciado cada vez mais na postura do consumidor, que atrela aos seus critérios de escolha vertentes de comprometimento social e ambiental dos fabricantes dos produtos.

Segundo ela, isso reflete naturalmente no trabalho das agências de propaganda, que têm o compromisso cada vez maior de criar marcas e firmar idéias que constroem imagens ligadas à ética, à cidadania e aos engajamentos social e ambiental.

A executiva aposta que as organizações que se mantiverem indiferentes aos novos processos de organização social estão fadadas ao fracasso. “Até mesmo os fundos de investimentos das empresas socialmente responsáveis crescem em velocidade muito maior do que os outros”, declara.

No entanto, diz ela, é preciso cautela diante desse boom de posturas socialmente corretas. “Estratégias oportunistas, vazias de sinceridade, cortinas de fumaça com o intuito de manipular a opinião pública, são tiros que acabam saindo pela culatra”, conclui.

 

Patricia Mariani – 3054-6246/ 9657-9217
Gerente de Relações Corporativas e Imprensa